Repertório

Mímica, Teatro Físico e a Poética do Ator

MINISTRANTE: MIQUÉIAS PAZ Carga horária de 40h/a em sistema de imersão. Público alvo: atores, dançarinos e artistas circenses.

Módulo I: Introdução à Mímica; Módulo II: Aprofundamento em Mímica; e Módulo III: Montagem Mímica;

O curso é uma experiência teórica/ prática, um espaço e um tempo de experimentação direcionados à descoberta do próprio e pessoal Clown/ Palhaço.

“Todos temos um Clown/ Palhaço dentro de nós, a questão é encontrar o caminho até ele” (Jacques Lecoq).

O ofício do Clown/ Palhaço reside na liberdade de se permitir ser o que verdadeiramente se é, e de fazer os outros se espelharem e rir de si mesmos na confiança de estar rindo do Palhaço. E isso, requer uma grande coragem. É um exercício de generosidade e risco, às vezes difícil, penoso e doloroso, mais sempre libertador, pois, se provocar o riso é à base da profissão ativar o pensamento é a ambição e o fim.

 

MÍMICA I (primeiro Módulo)

Neste curso nos propomos iniciar esta árdua e longa tarefa. Longa porque só com muito tempo de “profissão” e prática é que se consegue alcançar um bom resultado. Árdua porque além de muita disciplina, se precisa de muita coragem para dar o mergulho necessário nas próprias contradições e “zonas errôneas” que habitam nossa personalidade.

Neste curso intensivo se propõe um mergulho em duas questões básicas na formação do palhaço:

Como a técnica da mímica pode implementar o trabalho de seu Palhaço?

O que você tem para mostrar ao mundo?

Conceitos e técnicas básicas de mímica clássica e contemporânea.

Dar-se-á continuidade aos exercícios que levam o aluno encontrar seu próprio ridículo e o caráter único de cada palhaço.

Num jogo de espelhos, repetidamente se fará estas questões, descobrindo, revelando, as características mais particulares de cada palhaço. Desafiando-o através da sinceridade consigo mesmo.

 

MÍMICA II (segundo Módulo)

– Iniciar os participantes na prática e cultura das características únicas de seu próprio Clown/ Palhaço.

– Prática e cultura da mímica clássica;

– Prática e cultura da mímica contemporânea

– Que ao final do curso, todos os participantes tenham um “Número” ou “quadro” pronto para apresentar ao Público.

 

De forma mais específica iremos trabalhar com:

 

  1. Formação histórica e teórica sobre a figura do mímico através de leitura de textos, visualização de vídeos, debates e análises coletivas sobre os mesmos.
  2. Criação de um clima de confiança e brincadeira entre alunos e professor que leve a uma dinâmica de trabalho alegre, prazerosa e criativa.
  3. Reconhecimento, aceitação e aproveitamento das “zonas errôneas” frágeis e ridículas de cada um.
  4. Descoberta por parte de cada aluno de seu próprio “estado” mímico.
  5. Primeiro contato individual com o palco e aprendizado do prazer de se “mostrar” aos outros.
  6. Descoberta do seu próprio jeito de fazer mímica, único e intransferível.
  7. Descoberta do que seu palhaço tem para mostrar ao mundo.

 

MÍMICA III (terceiro módulo)

Esta é, ainda, uma oficina de longa duração com dois campos de trabalho: a sala de ensaio para trabalhos de construção e o palco com apresentações ao fim da segunda semana e ao fim do curso. O Cabaré terá essa função – o de um espetáculo de variedades no qual sejam apresentados todos os números construídos durante a mesma.

As apresentações do número ao Público servirão para posterior avaliação e aperfeiçoamento do mesmo na sala de ensaio.

Após a primeira semana, centraremos o trabalho na criação de um número individual para cada um dos participantes, num processo coletivo de criação no qual todos os participantes colaboram na elaboração de cada um dos números individuais.

Esta oficina encerra com um “Cabaré” aberto ao público, com o fim de dar a oportunidade ao aluno de contrastar os “resultados” do curso frente ao Público.

 

Segue abaixo o esquema-base das aulas.

 

– Jogos de aquecimento:

Para desconectar da realidade individual com a qual chegamos à aula.

– Jogos de preparação:

Para nos preparar para o trabalho de Clown.

– Improvisação com nariz:

Improvisações encaminhadas ao encontro do nosso próprio clown.

– Avaliação:

Rodas para todos poderem falar da vivência da jornada.

– Visualização e análises:

De vídeos com trabalhos de grandes Mestres.

– Apresentações ao público:

Durante dois momentos do curso os alunos terão oportunidade de colocar à prova o que descobriram durante a oficina. A primeira apresentação terá uma característica mais informal e poderá ser feita no próprio espaço da oficina para público convidado. Será feito o retorno à sala de trabalho para análise e aperfeiçoamento. A segunda apresentação será realizada ao fim do curso, no Cabaré, que deve ter característica de espetáculo, com ampla divulgação e público pagante – uma investida mais profissional.